The Soft Pack tem um som juvenil e urgente
Por: Salomão Terra, em Música, Review | Nenhum comentário

Não há muito o que dizer sobre o The Soft Pack. Em atividade desde 2007 (os caras são de San Diego), apresentavam-se inicialmente como The Muslims, mas, devido a implicações óbvias, mudaram seu nome. Após alguns singles, chegam ao debut em estúdio.
Homônimo, o primeiro disco pode ser resumido em palavras como rápido, sujo, pop, indie, cheio de riffs e que parece, certamente, com qualquer banda de conhecidos seus. Não seria exagero dizer que é justamente da produção descomprometida e tendenciosamente low-fi que eles se valem para criar um arcabouço de texturas juvenis e grudentamente agradáveis.
C’mon e Down On Loving é a sequência de abertura, urgente e necessária para uma contextualização nas praias mais californianas da década de 90, de fuzz e overdrives em primeiro plano. Em Answer to Yourself as guitarras reverberam nos anos 60, enquanto em Move Along, a faceta Velvet Undergound de porão, que deve ter influenciado meio universo, pauta a sonoridade pós-beatnik. Pull Out tem um pouco de punk sofisticado e expressivo nos vocais.
More or Less tem guitarras de Peter Buck (não literalmente), mas uma roupagem oitentista. Tides of Time é uma incógnita e Flammable a antítese, de obviedades undergrounds. Mexico é praiana, divertida e tem slide/reverbs de montão. Parasites encerra o álbum com cara de faixa inicial, de riff grudento e dançante.
Aproveite e veja performance dos empregados fajutos da Del Mar Pizza, interpretados pelo Soft Pack em vídeo da faixa Answer to Yourself:
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