• End Times é mais um triste e cancioneiro trabalho do Eels

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    Produzido pelo próprio E, End Times é a evolução da temática tristonha e folk do Eels

    Mark Oliver Everett. “E”, como gosta de ser conhecido. O frontman do Eels é o que pode-se chamar de cancioneiro triste.

    Filho do físico Hugh Everett III, nascido em Virgina e posteriormente mudando-se para California, E inicia sua carreira musical com 20 e poucos anos, aproveitando inclusive instrumentos do pai para  buscar sonoridades diferenciadas e bem autorais.

    Por falar em família, um fato talvez tenha marcado profundamente sua obra. A morte de todos os seus familiares, em anos distintos, mas quase sempre gerando álbuns que dariam à banda Eels sua tônica temática, de humor negro, criticidade e desespero.

    End Times é seu último álbum. Está sendo lançado oficialmente neste mês de janeiro, embora tenha sido precedido por dois clipes no Youtube.

    A começar pela capa, End Times é um belo álbum. Para confecção da mesma, Adrian Tomine foi convidado. Além de Optic Nerve, ele também é um dos cartunistas e colaboradores regulares da revista The New Yorker.

    Já sobre a temática das letras, está focado em separação (matrimonial até), e envelhecimento. A produção ficou por conta do próprio E, junto a sua banda.

    Trata-se de um álbum bem homogêneo, de arranjos de cordas e melodias introspectivas, tecendo um folk rock triste sem muitas pretensões dinâmicas e/ou agressivas. The Beginning é a faixa inicial, curta e sem muitos chamativos além da letra. Talvez Gone Man, a segunda faixa, serveria melhor como abertura. Com seus riffs num estilo bem caseiro e tosco, transitam entre o folk legitimo retro. In My Younger Days a banda experimenta sonoridades diversas, com arranjos de teclados e instrumentos pouco convencionais/usuais.

    Em Times marca a virada do disco no melhor estilo “fossa”. E explora sua voz rouca e quase monologa. Mais à frente, Paradise Blues é a antítese de todo o trabalho, injetando um pouco de ânimo. Unhinged é outro destaque da etapa final do disco, com emulando sonoridades californianas sessentistas.

    Para conhecer um pouco mais do disco, assista ao clipe de In My Younger Days:

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    Conheça mais do Eels em seu site oficial e Myspace

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