Fall Be Kind, um presente de final de ano do Animal Collective
Por: Salomão Terra, em Música, Review | Nenhum comentário

São apenas cinco faixas, mas com a mesma pomposidade de um trabalho duplo. Fall Be Kind é o presente de final de ano, do Animal Collective para seus fãs mais exigentes.
Por falar em final de ano, a banda começou este com o lançamento Merriweather Post Pavilion, disco mais que bem comentado e visado pelo universo do jornalismo musical, cheio de cinco estrelinhas.
Nada mais justo que terminar o ano com saldo positivo de mais um EP, o quarto na história da banda.
Para os que já conhecem – e se acostumaram com o som –, Fall Be Kind é pura essência. A mesma psicodelia e dinamismo, com breves elementos folks aliados à sensibilidade podem ser encontradas aqui.
Graze, por exemplo, abre o disco no clima etéreo, desembocando na introspecção de harmonias complexas tendo como clímax o terço final, com arranjos digitais e retros. What Would I Want Sky inicia-se com um sample de Unbroken Chain, de Grateful Dead, entoanado em forma de mantra, com vocalização… espiritual. Na metade, transforma-se num pop radiofônico que por si só vale para lá da metade do disco.
Bleeding é introduzida por um vocal robótico e precedida de capela complexa, harmonizada por teclados. On A Highway sintetiza bem o hermetismo primal para os ouvintes mais acostumados com a banda. Embora tenha curta passagem percussiva, de cadência óbvia, não há como negar a iconoclastia e urgência pungente. I Think I Can, por sua vez, encerra o disco como uma música essencialmente percussiva, de raízes inquestionavelmente africanas e tercinas que mostram um erudição rara e diga de nota.
Ouça a faixa de abertura Graze:
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