• Desgrudando da década de 90, Raditude é certamente o álbum mais contextualizado do Weezer

    weezer

    Recém lançado, o sétimo álbum da banda, intitulado Raditude, apresenta um passo diferente (e não necessariamente à frente) na trajetória do grupo

    Dia desses, fuçando em alguns materiais de informática, encontrei um CD original do Windows 95. Para a minha surpresa, o que havia incluso no material? O clipe de Buddy Holly, faixa mais que conhecida do disco The Blue Álbum, de 1994, dos americanos do Weezer.

    …bem, e lá se vão 15 anos e sete discos. O último, Raditude, foi lançado recentemente pela Geffen e pode ser resumido grosseiramente como o disco mais 2000′s de uma banda essencialmente noventista.

    Guitarras marcantes quase sempre dotadas de um senso pop semi-eletro afastam a percepção da sonoridade do Weezer da bem conhecida chorumela nerd, aproximando-a de algo mais inglês, não necessariamente feliz.

    São ao todo 10 faixas (a versão deluxe conta com 14), iniciando com a “senhora nome extenso” (If You’re Wondering If I Want You To) I Want You To. Com uma cadência bem marcada, arranjos percussivos e um refrão pesado de backing-vocals melodiosos, a faixa articula-se como trilha sonora cinematográfica de elementos excessivamente pop.

    I’m Your Daddy é a redenção imediata, na melhor fórmula da banda, com o peso comedido e momentos de harmonia pouco sofisticados, além de grande energia. Let It All Hang Out é um resgate nítido à fase inicial enquanto In The Wall representa a antítese, ou quase uma busca pela sonoridade britânica.

    Outros destaques ficam por conta da faixa Get Me Some e Run Over By a Truck. A primeira tem passagens de virtuosismo técnico raramente visto em trabalhos da banda. A segunda tem piano em primeiro plano e uma dinâmica cativante.

    Confira o clipe tragicômico da faixa de abertura:

    detalhes

    Mais da sonoridade da banda em seu site oficial e Myspace, com prévias das faixas de Raditude.

    autor

    Curte bares discretos, livrarias e feriados prolongados e vazios. É Jornalista, amante de literatura, música e tecnologia. Siga-o no Twitter ou no Facebook.  - Leia outros textos de

    Deixe seu comentário






    (*)campos obrigatórios.

    Editorias

    A POP4 é uma revista de crítica de cultural e entretenimento. Surgida a partir do projeto Opperaa - 2008