Bastardos Inglórios, a Segunda Guerra em uma visão Tarantinesca
Por: Guilherme Ávila, em Cinema, Review | Nenhum comentário

Novo filme de Tarantino combina histórias infames de opressão e heroísmo violento durante a Segunda Guerra Mundial.
Mortes, torturas, intimidação e estilo, aos montes. O novo filme de Quentin Tarantino não é para aqueles que têm um estômago fraco ou que sejam avessos à violência. Bastardos Inglórios combina narrativas infames de opressão e heroísmo, em cenas quase que verídicos da Segunda Guerra Mundial. Indispensável dizer que é um prato cheio para os fãs do cineasta.
Como é comum nas outras produções, podemos assistir a uma impressionante mistura de linguagens e escolas cinematográficas que se transformam em algo único, numa visão bem própria do Tarantino. Tudo bem que a divisão em capítulos, temas de vingança, agressões explícitas e incontáveis referências não são novidades, mas essa coisa "de época" dá um belo charme para o filme.
A trama, situada no momento de ocupação da França pela Alemanha, costura histórias principais distintas. Em uma, vemos o drama da jovem judia Shosanna, que tem sua família executada pelo coronel nazista Hans Landa. Na outra, temos o tenente americano Aldo Raine comandando um grupo de soldados incumbidos de derrubar os líderes do Terceiro Reich.
Curiosamente esses dois núcleos, com planos bem diferentes para acabar com o nazismo, se cruzam em alucinado clímax ambientado ao londo de uma premiere com todo alto comando alemão dentro de um badalado cinema de Paris. No entanto, o velho coronel ariano interpretado pelo talentoso Christoph Waltz não estará despreparado e sua atuação já vale pelo ingresso.
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Bastardos Inglórios
Dirigido por Quentin Tarantino (2h 33min)
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