• Drama familiar ganha cores diferentes em À Deriva

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    Heitor Dhalia se revela uma grande promessa do cinema brasileiro com este delicado filme, que mostra o amadurecimento de uma jovem.

    Talvez a melhor forma de apresentar À Deriva, de Heitor Dhalia, seja dizer que ele fez parte da mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes desse ano.

    Isso porque essa mostra é especialmente para aqueles filmes que são qualificados como originais e diferentes. Sem dúvida, dois adjetivos que caem como uma luva para a obra.

    O filme é diferente porque se preocupa mais em transmitir o sentimento de Filipa (a estreante Laura Neiva) do que construir um enredo ou mostrar as atitudes da personagem.

    E é original porque seu roteiro foi construído para ir revelando discretamente detalhes, passo a passo, do que acontece com a família da protagonista, o que faz com que o espectador olhe para trás e comece a rever cada cena com outros olhos.

    As descobertas da adolescência, as decepções, o drama familiar. Tudo isso tratado com uma delicadeza e beleza indescritíveis. Os temas são triviais. Mas o olhar é que faz a diferença.

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    Priscila Armani é jornalista e apaixonada por cultura. Ela escreve sobre cinema, artes plásticas e teatro. Siga-a no Twitter.  - Leia outros textos de

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