Flash mob (onde)?
Por: Salomão Terra, em Colunas, DotArt | Nenhum comentário

Você está no Central Park, em Nova York. É uma manhã fria, e alguns garotos brincam ao redor de uma fonte. De repente, um grupo formado por nerds, socialmente desencaixados e toda a espécie de potenciais sociopatas (que incluem garotas) passam por você. Em trajes de banho, vão até a fonte e “esboçam” uma coreografia.
Há algo de estético nisso?
p>A “ação” foi desenvolvida pelo Improv Everywhere, coletivo de interessados em flashmobs, manifestações despretensiosas (para a sua sorte) que surgem de forma espontânea e tendo como objetivo uma ação específica, sendo altamente potencializada por grupos baseados em socialmedia. O grupo tem outros tantos registros. No Brasil, flash mobs são comumente ligados ao recente Pillow Fight (não espontâneo e muito previsível, além de ser uma versionamento meio incompleto de originais estrangeiros) e à Zombie Walk, essa sim, digna de nota.
Sem entrar no mérito da validade e modismo dos flashmobs, vale à pena relembrar um nome possivelmente pouco conhecido: Hakim Bey. Ele escreveu, ainda em 1985, o livro TAZ (Temporary Autonomous Zone). Antes da popularização da internet, ele já previa que um conceito de certa forma anárquico, poderia aglomerar um certo grupo de individuos criando uma possibilidade livre diversão sem hierarquias.
Muito do que hoje se convenciona chamar de Intervenção Urbana, o possível elemento axiomático dos Flash Mobs, surge das idéias de Hakim Bey. A mobilidade, a proposta estética e a subversão aos locais físicos urbanos, estão entre alguns dos pontos explorados pelo autor.
No Brasil, TAZ foi lançado pela editora Conrad, dentro da coleção Baderna e infelizmente está esgotado.
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