O amor que não pode dizer seu nome
Por: Priscila Armani, em Artes Cênicas, Review | Nenhum comentário

Peça explora as duas fases da vida do escritor Oscar Wilde, reconstituindo seu romance e sua prisão.
A partir da próxima quarta-feira, 07 de outubro, o Café Concerto Uranus, em São Paulo, recebe a peça A Paixão de Oscar Wilde, encenada pelo grupo teatral Zauara – Corpo de Arte.
No enredo, a trágica história do escritor Oscar Wilde, que escreveu a obra De profundis dentro da prisão de Reading. Ele foi levado a julgamento graças a denúncia do Marquês de Queensberry, que era pai de Lord Alfred Douglas, o “Bosie”, por quem Wilde foi profundamente apaixonado. E foi condenado por “cometer atos imorais com diversos rapazes”.
Em De profundis, o autor acusa “Bosie” de tê-lo arruinado. Apesar das críticas severas, Wilde alimentou esse amor até o fim da vida. E quando saiu da prisão, deixou de ser um escritor de renome para cair no ostracismo e viver na pobreza.
O espetáculo é baseado no texto premiado pela Academia Brasileira de Letras, assinado por Murilo Dias César. Ele inspirou-se em cartas e na obra do autor inglês para traçar os diálogos. Entre os trabalhos de Oscar Wilde que foram usados por César encontram-se textos como Salomé , O Marido Ideal, A Importância de Ser Fiel e o romance O Retrato de Dorian Gray.
Tanto a linguagem quanto a estética da montagem remetem às antigas peças encenadas em cabarés nos anos 20. Destaque para o cenário e figurinos, assinados por Márcio Rodriguez, conhecido por seu trabalho na novela Vamp, da Rede Globo. O espetáculo conta, ainda, com músicas executadas ao vivo.
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