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    Redes Sociais – Estreando como colunista, Rafael propõe uma reflexão acerca das redes sociais como ferramentas a serviço da democracia

    O último Encontro de Twitteiros Culturais, realizado em BH no mês de junho, teve em pauta um debate sobre redes sociais e a democracia. O evento, que contou com transmissão de rádio, streaming on-line e, é claro, cobertura da internet e suas redes, colocou nas mentes de quem acompanhou a seguinte questão: como fazer democracia nas redes sociais?

    Diante dessa pergunta, raciocinei um pouco. E tal tempestade de ideias exponho aqui. Não quero que este seja um manual de instruções ou passo a passo para ser seguido à risca de como fazer algum movimento na rede. São apenas pensamentos que tive. E sugestões que vou fazer.

    Primeiro: acredito que a rede deva servir de apoio para criar manifestações, como no caso do Egito, em janeiro, no qual as redes sociais tiveram papel essencial para que o movimento fosse eficiente. Não deve haver governo que proíba manifestações nesse ambiente. Não devemos permitir. No caso do nosso "AI5 Digital", aqui no Brasil, é preciso se engajar em qualquer iniciativa que seja contra. Em Londres, a recente onda de protestos foi organizada pelo Facebook e já se fala em restrições naquele país a essa rede social. Tal coisa é uma anomalia. A internet precisa continuar sendo de livre acesso.

    Segundo: as manifestações devem sair da tela do computador para o mundo real (como aconteceu no caso de Londres que acabei de citar). Mas elas devem ser protestos pacíficos, pois a violência nunca leva a nada. Como já diziam alguns sábios professores que tive: “Se partir para a agressão, você perde a razão”. Aqueles que justificam a violência com quaisquer argumentos do tipo “em certos casos a guerra é necessária” não fazem ideia do sofrimento imposto aos civis por tais situações.

    E por último, mas não menos importante, a manifestação deve conter muito mais do que essa famigerada e recente mania do Facebook: “copie e cole no seu mural se você…”. O que é isso? Que falta de interesse é essa? Nessas horas, a barra de rolagem vai funcionar e seu post será esquecido entre milhões de outros posts que sobem e descem diariamente nas nossas telas. Tenha mais força de vontade, objetivo e interesse em participar. Use a rede para agregar pessoas, primeiro virtualmente e depois pessoalmente. Faça amor, não faça guerra. 

    detalhes

    Ocasionalmente, Rafael da Cunha colaborará para esta coluna. Não deixe de acompanhar!

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    Beatlemaniaco, apaixonados pelos seus discos, fotografia e alguns livros que já leu. Quanto mais ficção, espaço sideral e mitologia nos filmes e livros melhor. Não dispensa uma boca e um bom vinho, juntos. Siga-o no twitter e no facebook.  - Leia outros textos de

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