• Movimento crowdfunding, o futuro da produção cultural

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    dotArt – Em sua estreia como colunista do Opperaa, Samantha Fluture fala de financiamento coletivo nas redes

    O que nos motiva a colaborar? A realização de projetos culturais movimenta multidões há décadas pela ânsia de se expressar e ver suas ideias tomarem forma. Mas é impossível negar as dificuldades para se conseguir recursos, impossibilitando que as ideias saiam do papel. Porém, na era digital, a sociedade conectada segue por outro caminho.

    Por meio das redes sociais, viabilizar essas iniciativas ficou muito mais fácil graças ao crowdfunding, (ou financiamento coletivo). O modelo é simples: você tem uma ideia, cria um projeto, estima a quantia que precisa arrecadar e o inscreve em algum site de crowdfunding. As pessoas que acreditam nessa ideia tornam-se patrocinadoras dela, podendo doar a quantia que desejarem em troca do produto final ou simplesmente pelo crédito de agradecimento ou vontade de ver algo legal ser distribuído por aí.

    A tendência se confirma nesses sites como o pioneiro Kickstarter, que já permitiu que mais de 380 mil pessoas buscassem recursos para colocar suas ideias em prática, de filmes independentes à discos produzidos e gravados em casa. No Brasil, alguns dos principais sites são:

    catarse.me: é a primeira e maior plataforma de crowdfunding do Brasil. O disco da Banda Mais Bonita da Cidade é um dos projetos que busca financiamento.

    movere.me: similar ao catarse.me, visa movimentar a economia criativa do Brasil, permitindo que as pessoas incentivem projetos diversos como produção de curtas-metragens, CDs, concertos e livros.

    sensoincomum.com.br: com foco em projetos sociais, o site no momento está se unindo a outras redes de colaboração para a evolução de sua plataforma.

    queremos.com.br: com a ajuda da multidão, o site traz ao Brasil shows de artistas renomados como a banda Belle & Sebastian. Quem faz doações tem o dinheiro revertido em ingressos quando viabilizadas as apresentações.

    Muito mais do que facilitadores virtuais, esses sites estão cumprindo o papel de aceleradores da produção cultural e da inovação em rede. E tudo isso graças a vontade de colaborar de uma sociedade capaz de promover mudanças com ideias que ganham fãs e sócios a cada dia.

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    autor

    Publicitária paulista que trabalha com conteúdo para meios digitais, apaixonada por pesquisar as transformações que a tecnologia trouxe para a sociedade e para a cultura. Escreve suas ideias à lápis antes de postá-las em no Coisas que sublinhei. Edita o blog de cultura digital InovadoresESPM e acredita em uma sociedade em rede cada vez mais livre e aberta. Siga-a no twitter: http://twitter.com/samantagf - Leia outros textos de

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    A POP4 é uma revista de crítica de cultural e entretenimento. Surgida a partir do projeto Opperaa - 2008