Poussin, Restauração
Por: Priscila Armani, em Artes Visuais, Review | Nenhum comentário

Processo de restauração de obra clássica de Poussin é todo mostrado em exposição no Masp. Equipe franco brasileira trabalhou oito meses no quadro.
O Masp estará aberto hoje, gratuitamente, com o objetivo de mostrar ao público um dos maiores trabalhos de restauração de uma obra do pintor Poussin, um clássico do período barroco.
A mostra Poussin Restauração, que integra o calendário oficial de eventos do Ano da França no Brasil, explica todo o processo de recuperação do quadro “Himeneu travestido assistindo a uma dança em honra a Príapo”, datado entre 1634 e 1638.
A restauração foi feita em oito meses pelas mãos de uma equipe multidisciplinar de cientistas e restauradores franceses e nacionais. Entre eles, a brasileira Regina da Costa Pinto Dias Moreira (Museu do Louvre / França) e por Jean-Pascal Viala e Emmanuel Joyerot (restauradores franceses especializados em suporte de tela), sob coordenação da restauradora do Masp, Karen Barbosa, e Eugênia Gorini Esmeraldo, coordenadora de intercâmbio do museu paulistano.
A restauração recuperou as cores originais e o brilho da pintura de Poussin – danificada desde sua realização, há quase 400 anos.
A pintura retrata um episódio da mitologia: o ritual em homenagem ao deus da fertilidade, Príapo, representado pela estátua ao centro do quadro. Segundo a mitologia, Himeneu teria se vestido de mulher para se aproximar de sua amada, uma jovem de classe social mais elevada. A recuperação revelou nesta figura a presença original de um falo, detalhe que havia sido encoberto posteriormente por uma camada de tinta.
Um catálogo homônimo sobre a restauração e a obra será lançado simultaneamente em coedição da Imprensa Oficial e do Instituto Totem Cultural.
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