Redes Sociais e a tangência cultural
Por: Salomão Terra, em Colunas, DotArt | Nenhum comentário

Redes Sociais estão em evidência, fato 1. Mas elas nunca deixaram de existir, fato 2. Engajamento e discurso são características em comum deste campo com as Artes, fato 3.
Mesmo em tempos onde blogs de marketing descarregam freneticamente textos, pesquisa ou fórmulas mágicas sobre “10 passos para sua empresa se relacionar com os clientes virtuais”, o campo da cultura ainda apóia-se nas trocas simbólicas entre público engajado para fazer valer sua divulgação.
Talvez aí, na essência, é que repousam características peculiares entre os dois campos. Pensar a divulgação de informações culturais é também pensar afinidades e pessoas correlacionadas. Com um conteúdo tão direcionado em mãos, qual a melhor estratégia se não identificar parceiros (usuários) com poder de opinião e redes articuladas em torno de si?
A diferença é que agora o bar alternativo cede lugar à comunidade e grupos. O produto cultural circula muito mais rápido e o review é amplamente compartilhado em curto tempo. Embora não tenhamos a noção de reputação de marcas aqui, há um fato inquestionável relacionado ao buzz de eventos e obras. Quem nunca pensou duas vezes em ir ou não ao cinema a partir de um comentário de outro usuário?
E nesta história toda, vale uma reflexão essencial. Até que ponto o “produto” cultural deve ser tratado com as mesmas premissas de monitoramento de uma estratégia de marketing convencional, orientada à venda e KPI’s mercadológicos?
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