Who We Touch e o passo posterior do The Charlatans
Por: Salomão Terra, em Música, Review | Nenhum comentário

Trocadilhos a parte, o termo Madchester em geral é sinônimo de bandas tão boas quando Happy Mondays e Stone Roses. O movimento, originário da cidade de Manchester (Inglaterra) na metade final da década de 80, também revelou ao mundo o (também) doidão Tim Burgess e sua trupe, The Charlatans.
De lá pra cá foram mais de 20 anos com algumas contribuições essenciais ai britpop, como os discos Some Friendly (1990) e Tellin’ Stories (1997). Em 2008 assumiram uma postura incomum e louvável, disponibilizando You Cross My Path gratuitamente na internet.
Neste ano, eles lançam seu 11º trabalho de estúdio, que leva o nome de Who We Touch. O álbum sai ainda em versão dupla, com extras de demos antigas e versões de início de carreira.
Apesar de não ser um disco totalmente fora da sonoridade da banda, a primeira surpresa vem logo no início, como Love Is Ending, numa explosão em forma de rugido, com linha de guitarra ágil e robusta. Em outras faixas como My Foolish Pride, temos um piano e balada. Your Pure Soul oferece uma bela harmonia introspectiva, enquanto Intimacy e Sincerity são contraponto, com uma sonoridade eletrônica.
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