• Ashton Kutcher e Katherine Heigl são O Par Perfeito

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    Par Perfeito – Robert Luketic usa Ashton Kutcher e Katherine Heigl para levar as pessoas ao cinema.

    Par Perfeito é o oitavo filme de Robert Luketic, que se tornaria mundialmente conhecido pelo sucesso de Legalmente Loira, em 2001, com Reese Witherspoon. Quebrando a Banca e A Verdade Nua e Crua são dois de seus sucessos mais recentes, o primeiro mais do que o segundo. Com Par Perfeito, seu novo filme, ele se mostra um diretor definitivamente mais interessado em trabalhar com comédias protagonizadas pelos astros do momento do que um cineasta comprometido com qualquer outro projeto mais consistente dentro da sétima arte.

    Isso porque a combinação comédia romântica + estrelas de cinema não resulta necessariamente em filmes bons. No caso de Par Perfeito, então, nem se fala. É uma tentativa absurdamente frustrada da Lionsgate de fazer o seu Sr. e Sra. Smith, com muito menos brilho e inteligência. Os diálogos são manjados e bem ruins. O roteiro é muito mal feito, óbvio além do suportável, e deixa a história chata demais em alguns momentos e com ação excessiva em outros. Algumas sequências beiram o absurdo não tanto pelos malabarismos dos efeitos especiais, mas sim pela reação dos personagens, forçada demais para ser crível. E o desenrolar do enredo é simplesmente desastroso. O desfecho é um dos piores que já vi, previsível e estúpido.

    Se o roteiro não ajuda, o elenco piora, tendo sido muito mal escolhido. Ashton Kutcher não tem como ser levado a sério depois de tantos filmes canastrões e desde O Efeito Borboleta não tem nenhum trabalho que seja realmente digno de nota. Katherine Heigl é uma péssima candidata a Bridget Jones, sendo muito artificial e forçada, é uma atriz mais de TV que de Cinema, basta olhar o currículo dela. Seu trabalho mais recente e de maior sucesso foi em Grey’s Anatomy. Tom Selleck é o que está melhorzinho, mas ainda assim dá apenas um toque levemente hilário à história. Sobre Catherine O’Hara nem há o que comentar porque ela não faz nada a não ser beber o tempo todo! 

    Já na abertura do filme vemos a intenção de diálogo do enredo com James Bond e outras obras do gênero espionagem. No longa, Kutcher é Spencer Aimes, um agente secreto que trabalha para o governo dos EUA eliminando pessoas que são ameaça à segurança nacional do país. Ao conhecer Jen (Heigl), ele decide se "aposentar" e levar uma vida normal. Mas, como acontece em todos os outros longas desse tipo, a vida de ex-agente secreto não é tão fácil assim. De repente, ele e a esposa passam a ser atacados por todos os lados.

    Há um uso excessivo da câmera tremida, a imagem mexe o tempo todo durante as sequências de ação, até mais do que deveria. Chega a ser exagerado a ponto de quem estar assistindo perceber, sem muito esforço. Isso deve ser evitado a todo custo, porque te "tira" do envolvimento com o filme. Movimentos de câmera precisam ser naturais, elas precisam se movimentar como se fossem uma extensão dos nossos olhos, da nossa visão. E dá pra fazer isso mesmo com a câmera mexendo enlouquecidamente. Mas tem que ter timing, talento, noção da hora certa de cada movimento. Não é pra qualquer diretor nem pra inexperientes cameramans.

    Resumindo, Par Perfeito é chato demais. Bem fraco, com pouca emoção, muito vidro quebrado e nenhum conteúdo. Consiste em, basicamente, perder uma hora e meia de sua vida com algo incrivelmente desinteressante. É o tipo de obra que desencoraja as pessoas a ir ao cinema e preferirem um DVD no aconchego de seus lares. 

    detalhes

    Par Perfeito 
    Dirigido por Robert Luketic (1h 30 min)
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