Rocky Balboa e o retorno de Stallone
Por: Priscila Armani, em Colunas, Oldies | Nenhum comentário

Sylvester Stallone foi alvo de críticas negativas há pouco tempo devido às bobagens que falou sobre o Brasil e também por causa de seu Os Mercenários, lançamento este que foi bem nas bilheterias norte-americanas mas que é de uma idiotice indescritível.
Hoje não falarei sobre este filme, sequer digno de nota, mas sim de Rocky Balboa, de 2006, o começo da retomada do astro no cinema, depois de tantos anos com filmes ruins. E justamente com o personagem que primeiro o consagrou em Hollywood.
Dirigido e protagonizado pelo próprio Stallone, o novo Rocky retoma a história do campeão mundial de boxe, desta vez partindo de sua aposentadoria dos ringues, do ponto em que parou o quinto filme da série, mostrando um protagonista mais velho e triste, por causa da morte do grande amor de sua vida, Adrian. Ele perdeu a mulher para o câncer e o filho não passa muito tempo com ele. O campeão de boxe usa a fama adquirida para lucrar, decorando seu restaurante com os antigos cinturões de ouro e recortes de jornal das espetaculares vitórias de outrora. O início do filme chega a ser bastante pesado, devido à quase depressão do antigo campeão. Mas a narrativa vai se desenvolvendo.
No enredo, a aposentadoria é interrompida a partir de uma provocação da imprensa, que mostra, atrvés de uma simulação computadorizada, que se Rocky lutasse com o campeão atual de boxe, Mason Dixon (Antonio Tarver), venceria, mesmo estando mais velho. As especulações começam e ele é levado a voltar a treinar. Nesse meio tempo, trata de retirar alguns esqueletos do armário.
O combate final é, naturalmente, entre o antigo e o atual campeão, já que os empresários de Mason tem interesse na luta, para promover este. Todos acreditam, inclusive quem assiste, que Rocky vai perder. Essa ideia é recorrente e já vem dos outros cinco filmes da série, sendo Rocky famoso por estar sempre desacreditado e conseguir dar a volta por cima.
Deixo para vocês alugarem o DVD e tirarem suas próprias conclusões. Mas acredito que tudo em Rocky Balboa tenha sido pensado na medida certa: o sentimentalismo, a violência, a trilha sonora (já consagrada) e até mesmo o resultado da luta. Achei bem previsível, mas relativamente realista. É um bom entretenimento. E penso que Stallone teria ganho mais parando por aí e partindo pras séries de TV. Aposentadoria não faz mal a ninguém, ao contrário do que o filme atesta.
Assuntos relacionados: Rocky Balboa, Sylvester Stallone
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Rocky Balboa (2006)
Dirigido por Sylvester Stallone (1h 40 min)
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