• Zorro, musical mistura romance e aventura

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    Zorro, o musical – Em Zorro, o musical, Diego de La Vega se transforma num herói para tentar impedir as atrocidades do irmão

    Acontece no Teatro das Artes, em São Paulo, até o dia 24 de outubro, o musical Zorro, que apresenta uma versão diferente da que o público está acostumado da lenda do cavaleiro mascarado.

    O musical Zorro se inicia com a trajetória do aristocrata Diego de La Vega, que sai da Califórnia para estudar em Barcelona e se junta a um grupo de músicos ciganos. Luiza, amor de infância de Diego, vai ao seu encontro e pede para que ele volte à sua terra natal e tente impedir os atos impiedosos de seu irmão Ramon, que assumiu o poder após a morte de seu pai. O rapaz contará com a ajuda dos ciganos e usará uma máscara e capa escura para lutar a favor de seu povo. A história se baseia em obra de Isabel Allende.

    A montagem tem muita ação, com destaque para cenas de esgrima, pitadas de humor, história de amor, coreografias precisas e muita música baseada na trilha do grupo Gipsy Kings. No elenco, Jarbas Homem de Mello (Diego) e Luiz Araújo (Ramon), atores com experiência em musicais. Camila Camargo, filha de Zezé de Camargo, interpreta Luiza.

    A superprodução conta com 27 artistas ao todo e teria a presença do ator global Murilo Rosa, que precisou se ausentar devido a compromisso com a emissora. Jarbas Homem de Mello tem experiência na área musical e conseguiu dar ao personagem charme, força, movimentos bem feitos e interpretações vocais competentes. No início da peça está contido, mas demonstra versatilidade logo que seu Diego assume a identidade de Zorro. Araújo tem aptidão especial para o humor, o que o ajudou a dar a Ramon um toque tragicômico, salientando a inveja que sente pelo irmão e a sua alma atormentada. Camila não tem experiência para carregar uma protagonista e ‘segura’ somente o canto. Naíma, como a cigana Inês, é o grande trunfo do espetáculo. A atriz e cantora está esplêndida no palco e o olhar do espectador está sempre direcionado a ela, devido a seu carisma e beleza. Ótima na interpretação, dança e canto. O excelente Gerson Steves, como Sargento Garcia, é o responsável pelos momentos mais engraçados. Descrever a atuação de todos é impossível, mas cada um, no entanto, cumpre bem a sua função.

    Desenhos de luz ora tendendo para tons claros, ora para sombrios, juntamente com figurinos e cenários diversos, ressaltam as mudanças de países e de locais onde as histórias acontecem. O espírito aventureiro e festivo dos ciganos, as emoções à flor da pele, a ânsia por justiça e a sensualidade dos personagens também ficam evidenciados por estes aspectos em conjunto.

    O musical não é luxuoso, mas isso não prejudica a montagem, já que não determina a qualidade de uma encenação. As mudanças de cenário são constantes e as ambientações estão adequadas. Os figurinos dos ciganos chamam a atenção, pois apesar de simples revelam as cores e a sensualidade das vestes do povo.

    São 3 horas de apresentação que ganham em dinamismo nos momentos das danças flamencas. Com pitadas de romance adocicado, o texto prima por trazer à tona a solidariedade. Num mundo individualista, precisamos da arte como meio de aguçar a nossa sensibilidade para não permitirmos o desrespeito ao próximo.

    detalhes

    Zorro Musical
    Teatro das Artes. Avenida Rebouças, 3970 – Shop. Eldorado, 3º piso
    Informações: (11) 3034.0075
    Sextas e Sábados, às 21h. Domingo, às 19h
    Ingressos: R$ 60 a R$ 140
    Duração: 150 minutos em 2 atos (intervalo de 15 minutos)
    Até 24 de Outubro. Saiba mais pelo site da montagem

    autor

    Historiadora e estudante de jornalismo. Apaixonada por cultura, pesquisa e escreve sobre teatro desde a década de 90. - Leia outros textos de

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