• A nova onda do Wavves com King of Beach

    wavves

    Wavves – Após surtos do vocalista Nathan Williams eles estão de volta com o lançamento de King of Beach

    Falar em Wavves é relembrar o episódio fatídico (em termos performáticos) ocorrido com a banda no Barcelona Primavera Sound Festival, em 2009, quando o vocalista metido a doidão Nathan Williams pousou de ridículo ao subir no palco completamente drogado e, na impossibilidade óbvia de executar qualquer música, foi vaiado pelo público, brigou com o batera além de ter cancelado a turnê de seu segundo álbum voltando rapidamente à terra de origem.

    O episódio foi ainda mais potencializado quando vídeos foram publicados no Youtube, textos em blogs e publicações especializadas colocaram uma tampa na expectativa criada em torno da banda.

    Originários de San Diego (Califórnia), e em atividade desde 2008, o Wavves parecia ser um destes conjuntos que se predispõe a investir em na criação fuzzy, garageira, shoegaze e jovialmente inconseqüente. Guitarras apressadas e sujas, com linhas de bateria facilmente assimiláveis eram quase o extrato de trabalhos (Wavves, álbum homônimo de 2008 e Wavvves, de 2009) com vocais raramente potencializados.

    Mas a história muda de lado com seu mais recente lançamento, King of Beach. Tudo certo se o disco dificilmente figurará entre os principais do ano (em termos estruturais), mas parece ter sido uma evolução significativa no som da banda, que agora passa a contar com Billy Hayes e Stephen Pope, após a saída do baterista Ryan Ulsh (que no episódio de Barcelona discutiu em cima do palco com o “companheiro” de banda).

    King of Beach tem em sua essência dois lugares comuns: o lado praieiro surf e o indie pop da década de 90. A faixa homônima que abre os trabalhos consegue juntar um pouco das duas coisas, sobretudo com a sobreposição de vocais e a bateria pulsante. Mais à frente, Idiot é um dos pontos altos com uma inconseqüência quase punk. Take on the World carrega em si uma carga expressiva da Manchester dos anos 80.

    Quase ao final, Green Eyes é um ponto alto, de roupagem quase eletrônica, e harmonias encorpadas por breves teclados e samplers. Para finaliza, Baby Say Goodbye é inteiramente sessentista e aprazível, com sacações pop, no estilo assobios e vocais ie-ie-ie!

    detalhes

    Ouça mais de Wavves pelo seu Myspace

    Mais de: Música, Review

    Assuntos relacionados: ,

    autor

    Curte bares discretos, livrarias e feriados prolongados e vazios. É Jornalista, amante de literatura, música e tecnologia. Siga-o no Twitter ou no Facebook.  - Leia outros textos de

    Deixe seu comentário






    (*)campos obrigatórios.

    Editorias

    A POP4 é uma revista de crítica de cultural e entretenimento. Surgida a partir do projeto Opperaa - 2008