Guignard e o Oriente
Por: Priscila Armani, em Artes Visuais, Review | Nenhum comentário

Acontece até 29 de agosto no Instituto Tomie Ohtake a exposição Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas, que destaca a produção do artista em comparação com obras chinesas e japonesas e a influência recebida por ele por parte destes.
Resultado de uma parceria entre o Instituto e a Fiat Automóveis, a exposição conta com a co-curadoria de Paulo Herkenhoff e Priscila Freire, ambos estudiosos de Guignard e que realizam pesquisas comparativas da obra deste com outros pintores.
A mostra reúne cerca de 100 obras, quase a metade desse número de pinturas de Guignard. Completam a exposição telas de pintores chineses contemporâneos do artista, gravuras japonesas da tradição Ukiyo-e (de Hiroshige e Kunisada), fotografias e objetos como um biombo chinês, um relógio e um oratório de meados do século 17 com moldura à moda de laca chinesa.
Desde o início da década de 1980 que historiadores do Rio de Janeiro vinham apontando referências de Guignard à tradição da pintura chinesa, das paisagens verticalizadas que correm sobre a superfície da tela e dispensam a perspectiva linear com ponto de fuga. Mas na verdade, não há registro que documente um interesse direto do pintor pela tradição oriental nos tempos de sua formação, apesar dele ter tido o costume de estudar arte do Japão e da China na Biblioteca Nacional do Rio.
Inconsciente ou não, a influência da pintura oriental nas obras do artista carioca ficam evidentes quando o visitante faz uma comparação entre os quadros. O objetivo da exposição é justamente o de proporcionar a todos essa oportunidade, além de apresentar à geração mais nova a clássica arte japonesa e chinesa.
detalhes
Guignard e o Oriente: China, Japão e Minas
Até 29 de agosto
Instituto Tomie Ohtake
Avenida Faria Lima, 201, Pinheiros, São Paulo
Informações: (11) 2245-1900
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