• Clássico Ironweed, de William Kennedy, em versão nacional

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    William Kennedy – Obra vencedora do Pulitzer, Ironweed, ganha versão editorial da Cosac Naify

    Tenho uma queda inevitável por livros que retratem o background histórico de uma sociedade ou período histórico. A propósito, quase sempre quando isso acontece, o cenário se manifesta como uma personagem de aspectos vigorosos. Assim acontece na saga da família Joad, em Vinhas da Ira, com o retrato das terras norte-americanas no período da grande depressão, de forma crua e pouco utópica.

    Reforçando a presença de um protagonista em terras e tempos de escassez, Ironweed é a obra mais reconhecida do escritor e jornalista norte-americano William Kennedy, vencedora do prêmio Pulitzer de 1987 e que agora ganha versão em português pela editora Cosac Naify.

    Ironweed é o terceiro livro do conjunto Albany Cicle, como sucessão de narrativas protagonizadas pela família Phelan em meio à Grande Depressão norte-americana, ambientadas na cidade de Albany, capital do estado de New York.

    No mesmo ano em que foi vencedor do Pulitzer, o livro foi adaptado para o cinema. Dirigido por Hector Babenco (!), contou com Jack Nicholson e Meryl Streep como protagonistas. A obra obteve ótima aceitação de crítica e de recepção de público.

    A ambientação de Ironweed é a já conhecida cidade de Albany. Francis Phelan volta ao local como um vagabundo alcoólatra. Ele havia deixado sua família após acidente com seu filho. Ex-jogador de Baiseball, se vê às voltas com tipos sub-humanos e decadentes, como sua companheira Helen Archer. Bêbado, ruma por residências de amigos, bares e o abrigo de uma missão.

    Na cena inicial, jogando com os leitores sobre um elemento de fantasia, Kennedy narra um trabalho temporário conseguido por Phelan, no cemitério da cidade. Ali, os mortos, em sua sepultura, tomam vida e questionam-se sobre sua herança familiar.

    Estes devaneios do personagem lhe acompanham por toda a obra, contextualizando não somente o aspecto histórico, mas também a mente decadente do protagonista. Ao economizar em palavras e complexidades narrativas, Kennedy nos aproxima do sofrimento e da solidão, criando laços de reconhecimento entre leitor e persona.

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    Leia mais sobre a obra através do site da Cosac Naify.

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