• A pequena notável em homenagem de Antunes Filho

    foi_carmen

    Peça experimental é dedicada ao artista Kazuo Ohno, mestre na arte do butô.

    A peça de Antunes Filho, Foi Carmen, é talvez a mais incomum do diretor até o momento, se é que se pode dizer assim. Isso porque é a primeira vez que o diretor ousa tanto na experimentação, uso de simbolismos, grandes períodos de silêncio e quebras constantes de espaço, tempo e ritmo.

    De acordo com Antunes, que já deu várias declarações à imprensa sobre o assunto, o ideal é ir assistir à peça sem conclusões precipitadas.

    O espetáculo faz uma homenagem aos cem anos da imigração japonesa no Brasil, especialmente ao artista Kazuo Ohno, um dos mestres do butô, arte que mistura teatro e dança.

    A biografia de Carmen Miranda funciona como pano de fundo dos acontecimentos no palco, especialmente para se tocar em temas como sonho, frustração e travessia. A montagem funde fragmentos da vida de Carmen com elementos do teatro de butô.

    A linguagem fictícia usada durante a encenação, o fonemol, é um recurso interessante para que o ator possa priorizar o som das palavras ao seu significado e dá uma dinâmica diferente à atuação da protagonista.

    No centro da trama estão uma menina (Paula Arruda) que sonha crescer para tornar-se a popular cantora e um malandro (Lee Thalor) fascinado pela sua imagem de Carmen.

    detalhes

    Foi Carmen Teatro Sesc Anchieta Rua Doutor Vila Nova, 245, Consolação, Informações: 3234-3000 Até 29 de setembro

    autor

    Priscila Armani é jornalista e apaixonada por cultura. Ela escreve sobre cinema, artes plásticas e teatro. Siga-a no Twitter.  - Leia outros textos de

    Deixe seu comentário






    (*)campos obrigatórios.

    Editorias

    A POP4 é uma revista de crítica de cultural e entretenimento. Surgida a partir do projeto Opperaa - 2008