• Dirty Projectors e Bjork unem-se em Mount Wittenberg Orca

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    Banda convida Bjork para produção de Mount Wittenberg Orca, de temática ambiental

    Na esquina da produção musical contemporânea de Nova Iorque, surge Dave Longstreth, um nome pouco conhecido de face praticamente oculta. Seu projeto, Dirty Projectors, ganhou expressiva projeção com o lançamento de Bitte Orca, no final de 2009.

    De lá para cá, o Dirty Projectors ganhou visibilidade, status de BNM (Best New Music) e outras retribuições de audiência e crítica. Para coroar o momento, nada melhor que o lançamento do EP Mount Wittenberg Orca, em parceira com nada mais nada menos que Bjork.

    Apresentar a cantora é desnecessário e nesse trabalho talvez o segredo esteja na mente de Dave e nas composições e arranjos para o Dirty Projectors. Compreender a estética do álbum não é algo imediato. Dave e sua banda não fazem questão de se apoiarem em esteriótipos e lugares comuns. Eletrônico, indie, afro e uma série de influências são encontradas aqui.

    Não bastasse o “laboratório de experimentações sonoras”, o EP apresenta 7 faixas com temáticas de preservação ambiental. Sua renda será revertida para a National Geographic Society, responsável por projetos de preservação dos oceanos.

    A propósito, Ocean abre o disco num ensaio sonoro que explora vocalizações e a expressão da voz como carro chefe, pura e simplesmente, durante curtos 2 minutos e 10 segundos. Em seguida, On and Ever Onward joga Bjork ao primeiro plano, com seu inconfundível timbre vocal em simbiose com a faceta feminina da banda. When the World Comes to an End é robótica e dinâmica, variando da euforia à calmaria em poucas frases.

    Beautiful Mother é quase uma capela feminina, que abusa de estruturas pentatômicas para criar ambientação semi-oriental. Sharing Orb caminha na mesma direção, enquanto No Embrace tem uma levada R&B, bem demarcada por linha de baixo. Para encerrar, All We Are joga Bjork novamente à frente, de forma brilhante.

    Mount Wittenberg Orca é um EP com dois pontos fortes: vocais femininos (estes são a essência inquestionável) e participações de Bjork na criação de momentos únicos e substanciais do disco, que, apesar da curta duração, é vigoroso e auto-justificável.

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    Mais sobre o trabalho pode ser conferido no site especial de lançamento.

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