A incursão solitária de Mário Cappi no MDM
Por: Salomão Terra, em Música, Review | Nenhum comentário

Donos de sonoridade impar, num mergulho ao post-rock que rende elogios da crítica e público, o Hurtmold, grupo paulistano formado em 1998, atravessou uma década com favores incontáveis ao cenário da música independente nacional.
E mesmo com hiato de produções que já dura 2 anos, membros da banda incursionam por trabalhos autorais. Seguindo a trilha do baterista Takara e do tecladista Granado, agora é a vez de Mário Cappi aventurar-se com o lançamento de MDM, projeto musical e disco de mesmo nome, que conta com colaborações de Richard Ribeiro, Fernando Cappi e André Calvente, além da ajuda extra dos músicos Flávio Cavichiolli (Forgotten Boys), Fernando Seixlack (Elma), Marcelo Camelo e Rafael Crespo (Aspen, Polara).
No trabalho solo, um pressuposto paralelo com o Hurtmold pareceria inevitável. Mas, a bem da verdade, MDM se articula como trabalho de proporções mais abertas, saindo da estética post-rock, migrando para um campo de elementos eletrônicos e instigantes.
São 8 faixas a começar por Bandit, música que ressalta guitarras, usadas de forma quase percussiva. Soporos inicia com microfonias sucintas, desembocando em compassos de percussões marcantes e linha de baixo bem demarcada.
Cores Voltando explora elementos eletrônicos enquanto Malhuco é quase um mantra indígena. Mundoente tem dinâmica dúbia, iniciando-se de forma experimental e quase atônica, mas finalizando-se de forma mais compreensiva. Mascote segue por trilha parecida, enquanto Sol Sobre a Cabeça prepara um encerramento etéreo e dotado de delays. Pra Mim Já Era joga ainda mais experimentação para finalizar a sequência.
Confira um pouco mais da sonoridade do MDM em vídeo:
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