Barbara por We Are Scientists
Por: Salomão Terra, em Música, Review | Nenhum comentário

Quando os nova-iorquinos do We Are Scientists surgiram em cena, com os singles Nobody Move, Nobody Get Hurt e The Grate Scape, em 2005, dividiram espaço com a vasta safra de bandas indie rock pós 00’s, como Bloc Party e Franz Ferdinand, à sua maneira cavando espaço na fatia pop mainstream de grupos até então promissores.
Não foi difícil notar o potencial do segundo disco, With Love and Squalor, o de maior repercussão. Hoje, com sonoridade já bem contornada e auto-afirmativa, coerente, eles lançam seu quinto trabalho de estúdio, que leva o nome de Barbara.
A aposta em melodias simples, dinâmicas, dançantes e o resgate parcial da discomusic, no flerte com tendências atuais, permanece. Entender o We Are Scientists não é complexo. Eles fazem um dance rock típico de rádio e sem tentar reinventar a roda com mirabolâncias.
Quer um exemplo? Basta dar play e, de cara, se deparar com Ambition. Priorizando arranjos de guitarra com aquela linha simples de baixo e bateria dançantes, com versos e refrão definido, temos uma degustação imediata. Break It Up segue pela mesma praia, explorando tendências eletrônicas de forma comedida.
I Don’t Bite é garageira e grudenta, com riff e samplers bem contornados. Nice Guys é punk, chegando a soar quase como uma guitar band oitentista, enquanto You Should Learn tem um pé no New Order e outro em ondas mais recentes, como a dos conterrâneos do Vampire Weekend.
Assim, Barbara se articula como um disco de facetas óbvias. Para os que já conhecem o We Are Scientists, nenhuma novidade, só a velha e boa diversão descomprometida.
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