Misturei Activia com meu cérebro
Por: Renata Ferri, em Colunas, Literalmente | Nenhum comentário

De acordo com o pouco que lembro das aulas de catequese durante a infância, uma pessoa que não se confessa, não deve receber a hóstia, ou seja, desfrutar do corpitcho de cristo. Da mesma forma, uma pessoa que não lê, jamais deveria escrever.
Por mais que os grandes seguidores da literatura discordem de mim, é preciso ler, não importa o quê. Vale Paulo Coelho, vale Sidney Sheldon, vale gibi da Turma da Mônica. Mas é bom lembrar que, obviamente, a escrita influenciada pela leitura.
Estou passando por um momento tenebroso que é conhecido por, eu acredito, todos aqueles que tomam a irracional decisão de se dedicar a alguma atividade de envolva qualquer nível artístico. Algo que eu chamo de prisão de ventre criativa. Você sabe que seu cérebro está repleto de ideias brilhantes, mas simplesmente não consegue externá-las. Infelizmente, não existe lactopurga para ajudar nessa situação.
E o que é preciso ser feito para massagear a massa cinzenta de forma a expelir loucamente toda aquela criatividade maravilhosa sensacional que está guardada fazendo um volume enorme na cabeça impedindo até mesmo que se use o chapéu preferido? Você está vendo algum individuo desfilando pelas ruas exibindo uma voluptuosa testa que tende a pender para os lados e para frente de tão pesada? Ele está sofrendo esse terrível hiato. A leitura é o activia para estimular os seus movimentos cerebrais.
Considerando a falta de tempo e entusiasmo que momentaneamente envolvem minha existência, eu gostaria de tomar um copinho de yogurte sabor Clarice Lispector, please. Com certeza vai ter gosto de cigarro (minha musa das palavras fumava demais), mas farei o que for preciso.
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Renata escreve para a coluna Literalmente sempre que a intensa rotina de leituras lhe dá tempo.
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