A incursão LP4 do Ratatat
Por: Salomão Terra, em Música, Review | Nenhum comentário

Sem um background incrível e historietas mirabolantes que os coloque na linha de frente da seara eletrônica, o duo americano Ratatat vem aos poucos cavando seu espaço por entre MGMT’s, LCD’s e Justice’s.
Seu passo mais recente é LP4, quarto disco, fruto do desdobramento natural de LP3. Não chegam a ser bootlegs, mas sim produções que surgiram simultaneamente à gravação do último trabalho.
Para os que já conhecem, há a essência da banda permanece a mesma, equalizando a guitarra de Mike Stroud aos synths Evan Mast. O que difere o Ratatat dos demais grupos da cena eletrônica na Big Apple talvez seja a predisposição a dar um passo à frente na construção de estruturas musicais mais elaboradas.
Bilar abre os trabalhos numa bricolagem robótica entrecortada por arranjos de cordas. Drugs é a contraposição de guitarras. Bob Gandhi aporta no campo percussivo com instrumentos inusitados (para o contexto) típicos da música africana. Party With Cildren segue na mesma direção, mas com um ar de gueto e contornos de hip hop.
A parte final do disco mergulha ainda mais nas percussões, como é o caso de Grape Juice City, um dos pontos fundamentais em que até vocalizações são usadas para fins rítmicos.
LP4 talvez seja um disco de nicho específico e que não agradará a muitos. Mas fãs de eletronicidades e experimentações encontrarão aqui elementos significativamente engajadores.
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