The Drums ou o resgate oitentista
Por: Salomão Terra, em Música, Review | Nenhum comentário

The Drums – Apostando descaradamente na sonoridade oitentista, a promissora banda lança seu álbum de estreia
Há quem goste e quem não goste. Revivals, ou “releituras estéticas precisas” estão aí emulando moda, comportamento, décadas e sonoridades. Seguindo o caminho – literalmente – de Interpol e Editors, o The Drums desponta recentemente para compor o exército de resgate à década de 80.
Apontados, em 5º lugar, no final de 2009 como uma das promessas para este ano na já conhecida lista Sons of 2010, da BBC, estes novairquinos de aspecto juvenil e descompromissado mostram ao que vieram com o lançamento de seu primeiro álbum, de título homônimo.
The Smiths pouco é bobagem. O The Drums mergulha profundamente no axioma de Manchester, com linhas densas de baixo, baterias apressadas e samplers em abundância. Aqui há um pouco de delays e o descompromisso melódico, apostando sempre na simplicidade.
Best Friend é o primeiro single e faixa de abertura. Guitarras reverberam e a voz pós-punk de Jonathan Pierce já demarca o escopo sonoro, preparando para teclados e o clássico “aaaaa aaaa” nos refrões. Book of Stories é o paradigma maníaco-depressivo do The Cure. Vocais expansivos compõem essa faixa de arranjos mínimos e ar soturno.
Marcando a virada, Forever and Ever Amen é a personificação de Joy Division. De fato a banda deixa nítida suas referências, numa Atmosphere revista, mais ágil e não menos marcante. O mesmo acontece com It Will All End In Tears no sentido Robert Smithiano.
E assim se constroi o debut do The Drums, como uma cópia referenciada, que naturalmente suscita comparações. Eles não se esquivam, e fazem questão de deixar tudo claro. São anos 80, como dá para notar no clipe de Forever and Ever Amen:
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