• Smashing Pumpkins e o ambicioso projeto de Teargarden by Kaleidyscope

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    Teargarden by Kaleidyscope: 44 músicas em 11 EP’s

    Há quase 12 anos atrás, mais precisamente no dia 17 de agosto de 1998, uma cena gravou-se em minha memória. Grandes letras garrafais em vermelho, ao fundo do palco, demarcavam PROGRAMA LIVRE, findada produção televisiva que recebia em seu palco a então já consagrada banda de Chicago, Smashing Pumpkins.

    Para muitos jovens de então, e arriscaria dizer de até hoje, a trupe de Billy Corgan representou um passo valioso na compreensão de uma cena que se concluiria em breve, tendo suas raízes na cidade de Amherst, Massachusetts, no longínquo ano de 1983 com o Dinosaur Jr, perpassando pela Seatle do início dos 90, com a jovialidade de Nirvana e Pearl Jam, culminando finalmente nos moderninhos retrôs do Strokes, no início dos 00.

    São assim quase duas décadas de construção “alternativa”, e, inegavelmente o Smashing Pumpkins manteve-se no topo da onda, de seu surgimento em 1987 ao fim provisório em 2000. Abandonando o hiato em 2007 para o lançamento de Zeitgeist. Agora, na tentativa de perdurar com a história do grupo, Billy Corgan investe no “projeto de disco” Teargarden by Kaleidyscope, ou como denominado pelo próprio, um “álbum conceitual”.

    A ideia por detrás de Teargarden by Kaleidyscope não tem gene inovador. É simples. Músicas serão lançadas isoladamente e disponível para audição no site oficial. Ao todo, 44 faixas formarão o conjunto final, divididas em 11 EP’s de quatro músicas.

    O primeiro volume, ou Vol. 1: Songs for a Sailor, acaba de ser lançado trazendo Astral Planes, A Song for a Son, Widow Wake My Mind e A Stitch in Time, num total de 20 minutos de revisitações e sínteses. Não há nada de novo, mas certamente agradará a quem nutre estima pela banda.

    Astral Planes é nervosa e faz lembrar Machina II. Guitarras sujas e composições obviamente energéticas. A voz de Billy permanece impecável e os riffs são praticamente os mesmos, com diretio a solos reverberados. Widow Wake My Mind é menos suja e mais cadenciada, mas também remete a canções peculiares aos pumpkins.

    Em total contraposição, A Song For a Son introduz uma levada de violões. Talvez haja aqui algo do início, mas prefiro pensar numa vertente nova, quem também vale-se de piano, instrumento sempre usado com ressalvas em instrumentos anteriores.  A Stitch in Time caminha no mesmo sentido, mas melodiacmente é mais rica. Talvez essa seja a faixa de grande destaque do trabalho.

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