• Girl on Rock!

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    Um breve tratado sobre a participação das mulheres no rock ‘n’ roll

    O universo do rock ‘n’ roll sempre foi encarado como machista. O alto número de bandas formadas em sua totalidade ou lideradas por homens pode ser o grande agente causador desse olhar masculino sobre o estilo musical. 

    Algumas mulheres souberam brilhantemente dar um toque feminino especial no rock. Enaltecer a importância de artistas geniais como Janis Joplin, Stevie Nicks (vocal do Fleetwood Mac) e Lita Ford são uns verdadeiros exemplos de tautologia. Existem muitas garotas que sempre fizeram um som de deixar qualquer marmanjo de queixo caído. Algumas conseguiram reconhecimento em nível mundial, mas outras nem tanto, sabe-se lá por qual razão. Seja com a delicadeza de uma canção romântica ou agressividade do rock pesado, as mulheres sempre tiveram lugar cativo no meio rock ‘n’ roll.

    O conceito de canção de protesto não deve ser atribuído apenas a artistas como Bob Dylan ou Neil Young. A mesma, fantástica, geração deles teve como fruto a cantora Joan Baez. Em agosto de 1969, mais precisamente no dia 15, lá estava ela no festival Woodstock. Subiu ao palco grávida de seis meses e vociferou contra as mazelas do governo e das autoridades dos Estados Unidos.

    Vindo de Detroit, Estados Unidos, a bela Suzi Quatro balançou as estruturas do hard rock setentista e o disco Crash 48, de 1973, é um item obrigatório para qualquer colecionador/pesquisador de música.

    Após sair do UFO, ter rápida passagem pelo Cold Turkey, e em seguida ingressar no Whitesnake, o guitarrista Bernie Marsden fez parte do grupo Babe Ruth. A banda era liderada pela vocalista Jenny (Janita) Haan e com as seis cordas sob responsabilidade de Marsden foram lançados os sensacionais discos Stealin’ Home (1975) e Kid’s Stuff (1976). 

    Os belos romances em forma de letra e música são outra constante. As irmãs Wilson, Ann e Nancy lideram o grupo Heart desde o começo dos anos 70. Durante a década de 1980 a banda alcançou sue momento de maior popularidade graças a canções como "What About Love?", "Alone" e "These Dreans", mas antes disso provaram a que veio com a surreal "Barracuda", do album Little Queen (1977). Ao longo de mais de duas décadas de carreira, a dupla Roxette já vendeu mais de 55 milhões de cópias. No já distante 1989, o duo formado pela vocalista Marie Fredriksson e pelo guitarrista Per Gessle conquistou definitivamente o mundo pop com o mega hit "Listen To Your Heart". 

    The Runaways, apesar de uma meteórica carreira, é um nome muito expressivo na cena do rock feito por garotas. O grupo durou apenas quatro anos, mas por lá passaram nomes como Joan Jett (implacou sucessos como "I Love Rock ‘N’ Roll", e emplacou outros sucesso como "Bad Reputation" e "I Hate Myself For Loving You") e Lita Ford. Além dessas duas por lá tambem passaram Micki Steele  e Laurie McAllister sendo que esta tocou na também banda de garotas The Orchids e aquela no mundialmente famoso quarteto feminino de pop rock The Bangles.   

    No começo dos anos 90, surge o quarteto californiano com aparência colegial The Donnas. Elas alegam terem decidido formar a banda seguindo a influencia de pesos pesados como AC/DC, Ramones e Kiss. Atualmente o rock pesado tem sido agraciado pelas canções de Crucified Barbara. Diretamente de Estocolmo, capital da Suécia, Mia Coldheart (Voz e Guitarra),  Klara Force (Guitarra),  Ida Evileye (Baixo) e  Nicki Wicked (Bateria) fazem um som vigoroso, genuíno e que fazem com que o rock siga adiante e provam que o sexo feminino nada tem de frágil.

    Do folk de Joni Mitchel até as várias bandas de heavy metal com vocais femininos, as mulheres sempre terão lugar cativo no meio musical.

    detalhes

    Confira a seguir alguns discos, além dos já citados na matéria, que são fundamentais para incrementar qualquer acervo:

    Joan Baez - Joan Baez, Vol. 2 (1961)

    Fleetwood Mac - Rumours (1977)

    Roxette - Look Sharp (1988)

    The Donnas - American Teenage Rock 'n' Roll Machine (1998)

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    Estudante de jornalismo, colecionador de vinil e pesquisador da música. Apreciador dos hábitos do homem do campo. Adora conhecer lugares diferentes e tecer conversas que agregam algum tipo de conhecimento. - Leia outros textos de

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