Molière prova nunca estar desatualizado em Escola de Mulheres
Por: Priscila Armani, em Artes Cênicas, Review | Nenhum comentário

Montagem protagonizada por Oscar Magrini usa texto do autor francês traduzido por Millôr Fernandes.
O Teatro Vivo, em São Paulo, recebe até o dia 30 de maio a peça Escola de Mulheres, baseada em texto escrito por Molière há quase 350 anos e que foi traduzido por Millôr Fernandes.
Na peça, que tem direção de Roberto Lage, o ator Oscar Magrini é o protagonista Arnolfo, um homem experiente na arte do adultério, por seduzir muitas mulheres casadas. Quando ele se decide por uma união patrimonial, não acredita em nenhuma mulher, pois deduz, por suas experiências, que todas são passíveis de trair. Decide, então, criar uma garota desde a infância (Thais Pacholek) num convento na completa ignorância, para que ela seja sua esposa perfeita.
O problema é quando ela conhece Horácio (Erik Marmo), filho de Oronte (Flavio Faustinoni), amigo pessoal do protagonista. Os dois jovens se apaixonam e a partir daí surgem uma série de situações inusitadas e engraçadas, bem ao estilo irônico do escritor francês.
O elenco está bem afinado em cena, tanto nas interpretações quanto no canto que executam. Eles ensaiaram o texto durante 40 dias, dentro do próprio Teatro Vivo. Magrini cria uma relação de cumplicidade com o público, ficando uma hora e meia sem interrupção no palco. Ele faz rir, ao mesmo tempo que deixa as mulheres morrendo de raiva com o machismo sarcástico de seu personagem. Em 20 anos de carreira, com 14 peças no teatro, esta é a primeira vez que ele faz um clássico. Seria sorte de principiante? Não, talento e dedicação mesmo.
detalhes
Escola de Mulheres
Até 30 de maio
Teatro Vivo
Avenida Dr. Chucri Zaidan, 860, Morumbi, São Paulo
Informações: (11) 7420-7520
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