Um cappuccino antes do almoço é muito bom pra pensar…
Por: Priscila Armani, em Colunas, Fast Cult | Um comentário

Estamos no outono, uma das estações na qual mais é difícil se manter uma atitude cult. Para aqueles que desejam se aquecer, as opções no cardápio são muitas: caldos, fondues, vinhos. Mas dentre todas essas que eu citei, aquela que melhor se encaixa no cotidiano pop de qualquer um que deseje estar dentro das tendências é, sem sombra de dúvida, o cappuccino.
A medida que vamos caminhando rumo ao frio invernal, as cafeterias ficam cada vez mais cheias. São pessoas buscando se aquecerem, tanto com as bebidas quanto com as presenças. A vida social de uma cafeteria brasileira é, nos dias de hoje, muito rica. E não há nada mais pop do que se sentar numa dessas mesinhas de madeira em estilo rococó e tomar um saboroso e caro cappuccino.
Sim, ele é uma mania entre os intelectuais. Facilmente passamos por ambientes hypes como livrarias, pubs, teatros, cinemas e afins e encontramos as pessoas com o famigerado copinho na mão, em descontraída atitude pop-art, seja compondo o novo hit da internet no guardanapo ou declamando poesia em voz baixa, enquanto aguardam o próximo compromisso. É, não há nada mais intelectualóide que o cappuccino. Ou pelo menos que a bebida presumida como sendo esta iguaria.
Isso porque boa parte dos hypes que toma o cappuccino abrasileirado não sabe que, na verdade, a verdadeira bebida é italiana e pouco encontrada em sua formatação original por estas bandas. Um cappuccino clássico consiste em um terço de café expresso, um terço de leite vaporizado e um terço de espuma de leite vaporizado. Ou seja, qualquer coisa que fuja disso são variações. O uso de chocolate em pó, principalmente, é comum no país, mas não faz parte da receita tradicional. Pobres intelectualóides pop, que não sabem que estão sendo enganados.
Ainda assim, em todas as suas variações, o cappuccino é uma delícia. E é uma iguaria que data do século XVI, pasmem! A origem do termo está, de fato, naqueles que eram os intelectuais da época, os frades capuchinhos. Já em 1905 o termo "cappuccio" era derivado do termo "capuz" (do latim cappa), pois assim os frades franciscanos eram chamados, devido ao capuz que traziam preso ao hábito. O nome da bebida deve-se a sua cor, que lembra a do hábito desses frades.
Seja um autêntico italiano, seja abrasileirado, seja misturado com chocolate em pó ou até mesmo com sorvete, o cappuccino é uma bebida sem igual, que estimula a criatividade, que faz fluirem as ideias e as paqueras. Com este tempo frio que está chegando, não há passatempo melhor para se esquentar e exercitar nosso palato.
detalhes
FastCult, algo entre gastro e pop.
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Minho disse:
23 de fevereiro de 2012 às 2:33 am
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