• Preto no Branco, do Concreto ao Contemporâneo

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    Trinta e cinco artistas brasileiros participam de mostra que contempla manifestações artísticas em diversos suportes.

    A Galeria Berenice Arvani recebe até o dia 28 de maio a mostra Preto no Branco – do Concreto ao Contemporâneo, com 43 obras de 35 artistas brasileiros. A coletiva traz a público uma rara seleção, que percorre seis décadas de produção em variados suportes como pintura, escultura, desenho, gravura, colagem e fotografia.

    A exposição foi organizada em cima do conceito ‘preto no branco’, dito popular que remete a uma ação afirmativa, a algo que não deixa dúvidas. No caso dessas obras, não há que se questionar que são, de fato, documentações das poéticas desses artistas, marcas deixadas por eles que ultrapassam as barreiras do tempo ou espaço.

    Foram selecionados para a mostra os artistas Aluísio Carvão, Amilcar de Castro, Anna Maria Maiolino, Antonio Maluf, Arnaldo Ferrari, Claudia Andujar, Evandro Carlos Jardim, Fernando Lemos, Frans Weissmann, Geraldo de Barros, Hermelindo Fiaminghi, Ivan Serpa, João José Costa, José Rufino, Judith Lauand, Lenora de Barros, Leonilson, Leopoldo Raimo, Lothar Charoux, Luiz Sacilotto, Marcello Grassmann, Maurício Nogueira Lima, Niobe Xandó, Oswaldo Goeldi, Pitágoras Lopes Gonçalves, Raul Porto, Roberto Burle Marx, Rodrigo Andrade, Rubem Ludolf, Rubem Valentim, Sérgio Camargo, Ubi Bava, Vânia Mignone, Wanda Pimentel e Willys de Castro.

    O tema ‘preto e branco’ é recorrente nas artes e já foi abordado de maneira política, como em 1954, quando os artistas brasileiros se revoltaram contra a taxação de tintas e materiais artísticos pelo Governo Federal, que os consideravam supérfluos, e realizaram o Salão Preto e Branco, dentro do 3° Salão Nacional de Arte Moderna. São constantes ainda as mostras em ‘preto e branco’ que se atém a uma linguagem, como o desenho, a gravura ou a fotografia, como a que realizou a Pinacoteca do Estado de São Paulo no ano passado, com seu acervo de fotografias p&b.

    Nessa mostra merecem destaque tanto a obra mais antiga quanto a mais atual exposta. A primeira data de 1950 e é um linóleo de Luiz Sacilotto enquanto a mais recente é de 2010, uma pintura de Pitágoras Lopes Gonçalves. Dessa forma, a mostra percorre 60 anos da produção brasileira, atendo-se em obras seminais ou de grande força estética e contemplando diversas gerações de artistas, mestres em várias técnicas e linguagens. Trata-se de um recorte que evidencia momentos especiais na carreira deles, que atingem um alto grau de expressão e força a partir de um mínimo de recursos.

    detalhes

    Preto no Branco – do Concreto ao Contemporâneo, coletiva de 35 artistas
    Entrada gratuita
    Até 28 de maio
    Galeria Berenice Arvani
    Rua Oscar Freire, 540, Jardim Paulista, São Paulo
    Informações: (11) 3082-1927

    autor

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    • Bia,Isa,Tha disse:

      2 de fevereiro de 2012 às 3:58 pm

      nos adoramos as imagens,adoramos tudo,parabéns!!!!

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