A mediunidade dos escribas
Por: Caio Campos, em Colunas, Dublês de Poetas | Um comentário

Depois de desvendar muitas palavrinhas cruzadas nível Picolé. Que foi meu estudo paranormal nesse tempo de ausência. Incorporo o grande literato Javier de Costa, contemporâneo de Chico Xavier. Foi Javier de Costa quem me deu o toque sobre os três estilos de psicodigitação.
Hoje vejo os antigos médiuns como escribas do amadorismo. Isso deixa meu semblante risonhamente maroto. Só não coloco a minha língua pra fora fazendo careta de Einstein para os escribas amadores, porque não tenho webcam disponível para fotografar esse momento e colocar no twitpic. Não tem com vaidade – essa peruca empoeirada esquecida no armário.
Psicodigitar é simples, mais simples do que sugere o espaço que dei para explicar minha expressão facial de alegria. Na era digital não precisamos de caneta e nem papel. Então vamos lá aos três tipos.
Se você for um escriba consciente (racional); você é o tipo que arregala os olhos para o teclado até sua vista lacrimejar. Você chama isso de concentração. Encara a lauda em branco sem fobia. Pede ajuda a entidades como Wikipédia e clama ao todo poderoso Google. Dá uma espiada no Twitter. E o texto sai coerente, bem feitinho, com mais fontes que o Circuito das Águas no sul de Minas. Você acha que é mesmo o autor. Vai lá e assina convicto e orgulhoso.
Se você é um escriba inconsciente (emocioal); você é um tipo que age com o coração, que torceu contra o Dourado no BBB e que não calcula onde estão as vogais e consoantes antes de começar a espancar o teclado. A sua palavra é foco e seu signo é áries. Escrever, no seu ponto de vista, é como se você estivesse usando as setas e manuseando seu GuitarHero. Você dá espaços a cada palavra e pontua conforme você ache necessário para construir a sua oração. Os outros que se virem para entender. O lance é que você escreveu o que sente, escreveu com as palavras da alma. Mesmo que seja da alma de outro.
Para o escriba semi-consciente (nonsense); você é o que chamam de escriba artista. O escriba artista é, na maioria das vezes, conceitual na arte de escrever. Seus métodos são sempre inovadores no próprio ponto de vista. Exemplo de escriba artista é esse que vos escreve. Por exemplo, estou de costas para o teclado agora e, enquanto assisto televisão, jogo os braços para trás, alcançando o meu notebook, e começo a psicodigitar. No intervalo dos programas de TV eu confiro quantos parágrafos escrevi e qual o assunto. Mando pro editor. Então ele publica em meu nome a idéia do caboclo Javier de Costa.
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Tarcnux disse:
16 de janeiro de 2012 às 12:22 pm
Informativo e interessante, não sei exatamente em qual ordem. Acho que sofro desse “mal”.
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