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    O que dizer sobre a venda de publicidade em eBooks. Amazon deu um passo a frente

    Pauta recorrente em discussões sobre o futuro da indústria editorial, a história do final do livro, ou melhor, sua “transposição” para o suporte digital, sempre rende boas especulações.

    Neste mesmo contexto, a marca Amazon sempre parece atrelada a bugigangas eletrônicas para leitura e emulação de papel. A empresa, já conhecida por sua atividade no campo dos livros, deu mais um passo: a patente da publicidade em publicações On Demand e Eletrônicas.

    Em termos práticos, a idéia é simples. No primeiro caso (impressão sobre demanda), o leitor, ao efetuar uma compra pela loja virtual poderá escolher duas versões, com ou sem publicidade. Optando pelos anúncios, o preço do livro será drasticamente reduzido, cabendo ao anunciante “bancar” a venda. Direcionamento e coerência com o conteúdo são pontos fortes desta estratégia.

    Já no caso dos ebooks, a vinculação funcionará de maneira semelhante. Com Kindle (leitor de livros digitais) já comercializado livremente na loja, a estratégia atinge contornos ainda mais significativos. Volume e interatividade são alguns pontos inicialmente óbvios.

    Para além da história toda, a Amazon parece ir de encontro com um dos aspectos mais críticos da indústria cultural, seu diálogo com a Publicidade. Também há pouco, outros campos artísticos parecem estar procurando formas de se potencializarem comercialmente. A indústria fonográfica, por exemplo, já levanta a possibilidade de inserção de pequenos trechos comerciais antes da execução de cada faixa de mp3.

    Fatos isolados, ou não, estas novas (às vezes não tão novas assim) formas de se vender produtos atrelados ao contexto cultural ainda darão pano para manga. Há transformação é inevitável e virá junta a impactos, positivos ou não.

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