• Beck lança Oar, uma releitura clássica junto com Wilco

    Beck

    Gravado em 1969 por Alexander “Skip” Spence, Oar se tornaria referência inconteste.

    Alexander "Skip" Spence foi um cara estranho. Membro do Jefferson Airplane e responsável por um dos álbuns solos de maior relevância para a história do rock, teve problemas com drogas, câncer e esquizofrenia. Seu mais belo – e único – disco composto em carreira solitária, Oar, ganhou inúmeras reedições e leituras.

    E é justamente sob esse pressuposto que Beck retoma seu Record Club. Como se sabe, este projeto é nada mais nada menos que a união do músico com colaboradores de peso para “regravação” de um grande disco. Até agora, Velvet Underground e Leonard Cohen ganharam nova voz. Desta vez, Oar entra em pauta, com acréscimo do Wilco como banda parceira!

    Para entender a sonoridade do trabalho, vale resgatar a história de Oar. O disco foi gravado em 1969 quando Spence acabara de sair de internação de meses em clínica psiquiátrica devido à Esquizofrenia. A versão original contou apenas com um gravador de três pistas.

    Beck optou por manter a sequência original de faixas, começando por Little Hands, que resumia bem aquele ambiente folk psicodélico no qual Spence estava imerso. Aqui, mantém a essência cancioneira, mas acrescenta discretos arranjos de teclados. Cripple Creek e Diana passam daquela linha violão e voz do original para as batidas daquele estilo marcante do Wilco, bem demarcadas e de produção limpa.

    Em Weighted Down temos colaboração de Feist, emprestando sua voz doce a bases eletrônicas de dinâmicas bem construídas. Na parte final, Beck abre espaço para Jamie Lidell na releitura de Bookes of Moses e uma composição tipicamente R&B. Confira vídeo da faixa:

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    Mais do som de Beck pode ser acessado em seu site oficial.

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