• Pavement revisa-se com Quarantine The Past

    pavement

    Em hiato desde 1999, a banda visita seu passado com a coletânea Quarantine The Past

    O indie é o remédio. Pavement a bula. Stephen Malkmus o farmacêutico. Ok, nesta farmácia de portas fechadas, grande estoque e generosas doses de soro pop, ainda há muito o que se descobrir.

    Quarantine The Past pode ajudar enfermos que necessitem de medicação de qualidade. A coletânea (neste caso sem contraindicações) resgata toda a historieta do grupo que fundado em 89, encontrou fim prematuro em 1999, após o lançamento de Terror Twilight.

    Das 23 músicas do disco, 13 são dos álbuns Slanted & Enchanted e Crooked Rain, Crooked Rain, os dois primeiros da banda, gravados entre 1991 e 1994. Aliás, o primeiro esteve entre diversas seleções especializadas dos melhores discos da década da 90 pelo menos entre as cinco primeiras posições. O segundo também aparecia nas listas, embora em posições menos privilegiadas.

    Gold Soundz, faixa que abre o disco esteve no trabalho de estreia da banda e diz muito por si só. Ela tem riffs juvenis e a voz de Malkmus naquele estilo inconfundível de se cantas sem pretensões, de forma largada. Mais a frente desnecessário dizer que Stereo, abertura de Brighten the Corners (quarto disco lançado em 1997), foi responsável por alçar de vez a banda ao patamar de referência primordial para qualquer sonoridade indie rock. Esta talvez seja a canção mais famosa do grupo.

    Two States volta às origens com um andamento demarcado por bateria bem ritimada. Há um entrecorte de guitarra dotada de fuzz e agressiva. Cut Your Hair, do segundo disco, já apresenta um Pavement de contornos pop e sonoridade limpa. A faixa é simplesmente fantástica abarrotada de frases como "Sou só um garoto com um novo corte de cabelo". Shady Lane/J vs. S, por sua vez, é dessas bases bem sóbrias com melodia tristonhas e um refrão marcante.

    A segunda metade do disco conta com faixas como Date w/ IKEA, um experimentalismo de cores explosivas e guitarras proeminentes, e Debris Slide, que de tão suja chega a arrepiar a espinha. Já Spit on a Stranger demonstra o ponto final. Mais calma e de produção em alta qualidade, ficou marcada por abrir o último trabalho da banda.

    Para relembrar um pouco, confira o vídeo de Stereo com as caras e bocas de Stephen Malkmus:

    detalhes

    Mais do Pavement pode ser conferido em seu Myspace.

    Mais de: Música, Review

    Assuntos relacionados: ,

    autor

    Curte bares discretos, livrarias e feriados prolongados e vazios. É Jornalista, amante de literatura, música e tecnologia. Siga-o no Twitter ou no Facebook.  - Leia outros textos de

    Deixe seu comentário






    (*)campos obrigatórios.

    Editorias

    A POP4 é uma revista de crítica de cultural e entretenimento. Surgida a partir do projeto Opperaa - 2008